Conceição do Araguaia, 21 de novembro de 2017.

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« Fiel ao Deus dos pobres, a serviço dos povos da terra »

MISSÃO DA CPT
Convocada pela memória subversiva do evangelho da vida e da esperança, fiel ao Deus dos pobres, a terra de Deus e aos pobres da terra, ouvindo o clamor que vem dos campos e florestas, seguindo a prática de Jesus, a CPT quer ser uma presença solidária, profética, ecumênica, fraterna, afetiva, que presta um serviço pastoral, educativo e transformador junto aos povos da terra e das águas, como convivência, promoção, apoio, acompanhamento e assessoria.

OBJETIVO DAS AÇÕES DESENVOVIDAS
Preocupada com a violência sofrida pelos trabalhadores e trabalhadoras e com o desrespeito dos seus direitos, a CPT em suas ações, estimula os homens e as mulheres do campo a criarem seus próprios movimentos e organizações autônomas para defender e conquistar seus direitos à terra, à cidadania e à vida digna.

A CPT NA DIOCESE DE CONCEIÇÃO DO ARAGUAIA
A CPT iniciou os seus trabalhos na Diocese de Conceição do Araguaia, em 1975, em pleno Regime Militar quando o exercício da cidadania e da democracia era alvo de repressão e de violência dos órgãos do Estado. Desde então, o seu apoio foi incondicional aos trabalhadores e trabalhadoras rurais na luta pela terra, na produção agroecológica e na denuncia das práticas de trabalho escravo e da violência no campo.

A área que compõe a Diocese de Conceição do Araguaia tem sido uma das mais conflituosas e violentas do Brasil: entre 1980 e 1997 foram assassinados 249 trabalhadores rurais. É a área também onde houve mais trabalhadores rurais submetidos à escravidão.

A luta e persistência dos trabalhadores rurais na conquista da terra, resultaram na criação na área da Diocese, de 155 projetos de assentamentos, envolvendo cerca de 27 mil famílias. A contribuição da CPT nessa conquista, através do acompanhamento das organizações dos trabalhadores, das suas lutas e da assessoria jurídica, foi muito importante.

A CPT sempre é atuante no combate à violência e impunidade dos autores e mandantes de crimes contra os trabalhadores rurais: ameaças, assassinatos, torturas, despejos ilegais, destruições de casas, de produção, através denuncias e acompanhamento dos processos criminais. Vale destacar as condenações nos anos 2000 a 2005 de vários pistoleiros e fazendeiros mandantes, nos casos emblemáticos dos assassinatos dos sindicalistas de Rio Maria, Joao Canuto, seus filhos e Expedito Ribeiro de Souza entre outros, nos anos 90.

O combate ao trabalho escravo também é linha permanente da atuação da CPT. De 1996 a 2012, foram resgatados mais de 4048 trabalhadores escravizados no Sul do Pará. Vale destacar como fruto do trabalho também da CPT, a condenação emblemática pela Justiça do Trabalho, em 2010, das Fazendas Estrela de Alagoas e Estrela de Maceió, em 5 milhões de reais. O trabalho de denúncia e cobrança da CPT foi determinante na criação das Varas da Justiça do Trabalho em Redenção (2004) e em Xinguara (2006).

Preocupada pelo modelo de desenvolvimento rural da agropecuária, inviável para o pequeno proprietário, modelo predatório, com destruição ambiental, que provoca a concentração da terra, o êxodo rural, o desemprego e o inchaço das cidades, a CPT apóia a agricultura familiar camponesa com produção diversificada e a permanência do homem no campo. Durante o período de 2000 a 2010, a CPT desenvolveu em Conceição do Araguaia e Santa Maria das Barreiras, o Projeto “Terra Nova” de apoio à agricultura camponesa, com pequenas experiências de produção diversificada (apicultura, adubo verde, plantios permanentes), educação do campo através das Casas Familiares Rurais (CFRs)), luta pelas políticas públicas (comercialização e assistência técnica diferenciada com base nos princípios agroecológicos). Como resultado desse trabalho, existe na região um conjunto importante de trabalhadores/as com sistemas agrícolas que são referencias no Brasil, quanto à sustentabilidade da produção agroecológica.

Com o apoio da CPT, surgiram na região diversas organizações sociais como o Movimento de Mulheres Camponeses (MCC), Casas Familiares Rurais (CFRs), Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) e Cooperativa Mista dos Pequenos Agricultores do Araguaia (COPAG), como forma de garantir a permanência dos trabalhadores na terra, lutando por seus direitos por uma vida digna.

Mais recentemente, a CPT acompanha a problemática da expansão da mineração, principalmente em áreas de trabalhadores rurais. O sul e sudeste do Pará concentram o maior número de projetos de mineração no Estado com perspectiva de grande expansão, o que tem agravado sérios problemas sociais e ambientais, como a desterritorialização de comunidades inteiras, poluição, aumento da prostituição, violência, inchaços das cidades. Preocupada com os impactos desta nova atividade econômica, a CPT tem procurado acompanhar esta realidade contribuindo com debate, formação e assessoria jurídica às famílias atingidas.

Apesar de muitos avanços e conquistas, ainda presenciamos no campo sul paraense, diversas práticas de violação dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais e a exclusão do direito à terra de muitos. Diante disso, a CPT, junto com as organizações dos trabalhadores rurais e outros movimentos sociais continuam denunciando a violência no campo e cobrando das autoridades a realização da reforma agrária, para que as famílias possam viver em paz na terra, dom de Deus para todos!

A CPT quer manter-se, cada dia mais comprometida com a causa dos trabalhadores rurais, na perspectiva de uma sociedade digna de Deus e dos homens e mulheres, irmãos, onde a terra seja um bem comum primordial, um lugar de morada, fonte de vida, sustento, trabalho e felicidade.

Comissão Pastoral da Terra-CPT
Rua Pau Brasil,40
68.555.340-000 Xinguara-PA tel: 094 3426 1790 cel 094 91320087
e-mail: xgapa@terra.com.br


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